A falta de vitamina B12 pode originar e potencializar uma Glossite Atrófica.

                                                         Journal Scan / Research · November 14, 2022

A Glossite Atrófica, conhecida popularmente como “língua careca”, trata-se de uma inflamação aguda ou crônica que acomete a língua. Costuma caracterizar-se pela mudança da coloração da língua, descamação, ardor, espessamento ou atrofia das papilas gustativas. A deficiência de vitamina B12 tem sido associada à glossite atrófica.Este estudo comparou 236 pacientes que haviam a inflamação com 208 controles pareados em termos de hemograma completo e níveis séricos de folato, ferritina e vitamina B12 para investigar a associação entre deficiências hematológicas e glossite atrófica. Os pacientes com glossite atrófica apresentaram frequências mais altas de deficiência de vitamina B12 (68,22%), deficiência de ferritina (13,98%) e anemia (21,61%) do que os do grupo controle. Pacientes com glossite atrófica completa apresentaram pior deficiência de vitamina B12 do que aqueles com glossite atrófica parcial. Os estudos acreditam que também haja relação da glossite atrófica provocar a falta de vitamina B12.

 

 

 

Síndrome de Burnout em Cirurgiões Dentistas 

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                                                                                                                                                                       Journal of Evidence-Based Dental Pratice         

Foram realizadas buscas com base nos dados de: Medline, Scopus, Web of Science, PsycINFO, EMBASE, LILACS e buscas na literatura cinzenta em 27 de janeiro de 2021.

A síndrome de Burnout traz consequências negativas na saúde e no desempenho do cirurgião- dentista durante o trabalho. Esta revisão sistemática teve como objetivo avaliar a prevalência da síndrome de Burnout em cirurgiões-dentistas.

A prevalência geral da síndrome de Burnout em dentistas foi de 13% (intervalo de confiança [IC] de 95%: 0,006-0,21; I² : 97,07%) e a prevalência total nas subescalas EE, DP e PA foram, respectivamente: 28% (IC 95%: 0,24-0,32;  : 20,70%), 18% (IC 95%: 0,08-0,28; I² : 85,61%) e 10% (IC 95%: 0,08-0,13; I² : 0% ). Sobre os níveis da síndrome de Burnout nas subescalas, 25% (IC 95%: 0,19-0,31; I² 92,58 %) apresentaram EE alto, 18% (IC 95%: 0,10-0,26; I² 96,62 %) DP alto e 32 % (95% 0,20-0,45; I² 97,86%) baixa AF. Em conclusão, houve uma prevalência considerável de síndrome de burnout em cirurgiões-dentistas, principalmente na subescala de exaustão emocional. 

 

 

Associação do uso de medicamentos sistemicos com a doença endodôntica 

Clinical Dentistry · 26 de Outubro de 2022

 

                                                                            O uso de medicações sistêmicas afeta o sucesso do tratamento endodôntico.

 

Este artigo analisa outros 12 artigos e avalia o feito das medicações sistêmicas na incidência, prevalência e cura. A cronicidade do problema endodôntico originado da lesão periapical, os autores concluíram que apesar de não existir muitos artigos sobre isso existem medicações que se associam com o aumento ou diminuição da prevalência da periodontite apical, e também da incidência da calcificação da polpa dentaria ou ainda da reabsorção cervical da raiz.

Os biofosfonados  e três tipos de estatinas incluindo a metformina , corticoides e também pessoas sob quimioterapia, a prevalência da periodontite periapical foi associada com o uso de medicações biológicas com os corticoides e o uso da estatina com a metformina são associados à diferenciação osteogênica e a cura da periodontite apical foi associada com anti-inflamatórios e mecanismos imuno-moduladores e a calcificação da polpa foi associada com anti-inflamatórios osteo-indutivos ou osteo-condutivos. A reabsorção cervical da raiz foi associada com níveis de cálcio célico.

 

 

 

Prevalência da Peri-Implantite

Clinical Dentistry · 03 de Novembro de 2022

        Peri-Implantite é o fracasso dos implantes?

Peri-Implantite nas últimas décadas tornou-se um pesadelo, pois pacientes que realizam o implante podem apresentar este problema. Foi compilado um resultado de 57 estudos sobre Peri-Implantite para avaliar a prevalência da mesma. Analisou-se sangramento com sonda periodontal sendo que maior de 6mm a bolsa e perda óssea maior que 3mm com outros parâmetros clínicos é considerado Peri-Implantite.
Concluiu-se que 19,5% dos pacientes apresentam o problema juntamente de 12,50% do total dos tratamentos de implantes, apresentam Peri-Implantite. Este estudo mostra a quantidade significativa do problema que se leva de má escovação e saúde bucal se referindo-se ao implante. Portanto o Cirurgião Dentista que realizar o procedimento de implante, deve explicar muito bem a devida escovação para área e como manter uma higiene adequada.

Clique aqui para ler o artigo todo.

 

 

 

Prevalência de Cáries em crianças com fissura Labiopalatal.

Pesquisa de Periódicos · 14 de Agosto de 2022

Esta revisão sistemática e metanálise comparou a experiência de cárie de crianças com dentição decídua com e sem fissura labiopalatina (FL/P). A meta-análise revelou uma carga de cárie significativamente maior em crianças com FL/P. Comparadas com crianças sem FL/P, as crianças com FL/P tiveram um índice restaurador menor, demonstrando uma menor proporção de dentes cariados restaurados nesta coorte. Um maior índice de cuidado foi observado em crianças não FL/P, indicando uma maior proporção de tratamentos baseados em extração entre as crianças com FL/P.

Um total de cinco estudos primários sobre este tema foram publicados desde a última revisão sistemática, que, juntamente com a revisão sistemática mais rigorosa e a metodologia de meta-análise atualmente em uso, forneceram a justificativa para um estudo atualizado. Esta revisão demonstra uma maior experiência de cárie em crianças com FL/P, o que se traduz em morbidade e necessidade de cuidados adicionais, além dos cuidados padrão exigidos para pacientes com fissura orofacial.

            

 Macro Modelo - Evolução da Cárie (Clique aqui para saber mais)              

 

Em coma, surfista brasileiro teve problema inicialmente no dente;

Correio Braziliense - postado em 07/09/2022 15:58

O surfista brasileiro Júnior Enomoto, foi hospitalizado em Bali, na Indonésia, com o diagnóstico de infecção pulmonar causada por uma bactéria. O problema foi causado inicialmente por uma infecção em um dente e o surfista está em coma. De acordo com o cirurgião-dentista Flávio Pinheiro, as infecções odontogênicas têm origem periodontal ou periapical e, se não forem tratadas, podem progredir para os espaços fasciais, podendo levar até a morte.

 

 

 

Caracteristicas dos pacientes edêntulos que optaram ou recusaram o tratamento de implante

The International Journal of Prosthodontics, Research · September 11, 2021

Este artigo aborda os pacientes edêntulos que não gostariam de realizar o método de implantes. Se tratam de pacientes que usam dentaduras totais, e foi ofertado a eles fazer implantes e protocolos, 125 pacientes foram analisados, 15 pacientes escolheram realizar o procedimento de overdenture. Estes eram os Pacientes mais jovens ou os que haviam as dentaduras mais novas, comparado aos pacientes que não gostariam de realizar o procedimento. Os autores concluíram que os pacientes com próteses totais tinham suas posições devido ao medo da cirurgia.

 

 

 

Uso do fio dental em pacientes ortodônticos é estimulado por envio de mensagem de texto.

Clinical Dentistry. Journal Scan / Research · October 17, 2021

Segundo a pesquisa, foram analisados 44 jovens que recebiam mensagens de texto diárias com dicas do uso do fio dental. Isto foi feito durante 30 dias. Estes jovens foram incentivados a escovação com postagens de dicas interessantes. Segundo os dados analisados eles melhoraram muito a remoção da placa bacteriana e o sangramento gengival. Relataram melhora no hálito devido a escovação da língua.

Os pesquisadores concluíram que as mensagens de texto surtiram sinto certo efeito. Com certeza ocorreu estimulo na melhora da higiene oral.

Nossa Dica: Mandar mensagens de texto é algo muito simples e econômico e o paciente vai sentir que o Dentista se preocupa com ele. Usar um macro modelo ara explicar a técnica de escovação dentária e da língua é algo muito valorizado pelo paciente.

 

 

Perda Prematura dos Dentes Incisivos Decíduos não estão Associadas com a Mudança no Perímetro da Arcada Dentária

Clinical Dentistry. Journal Scan / Research · October 11, 2021

De acordo com o artigo foram analisadas 18 crianças que perderam os dentes anteriores, interessante é que entre os casos não houveram mudança no perímetro, não trouxe prejuízo para a criança, não houve perda de espaço, então a perda prematura de um incisivo decíduo não é relacionada a perda de área do perímetro da arcada dentária, então não é necessário usar um mantenedor para que exista espaço para erupção dos dentes permanentes.

Evita desgastes para criança, gastos por parte dos pais e procedimentos por parte do Cirurgião Dentista. Com este modelo de Dentição decídua, pode se explicar aos pais que não há necessidade de usar o mantenedor para manter este perímetro da arcada.

                                                                                     

                                                    Dentição Decídua                                                                                       Dentição Mista

 

 

 

As manifestações orais podem nortear o diagnóstico de Covid-19?

A Doença Coronavírus 2019 (Covid-19) se espalhou exponencialmente por todo o mundo desde sua descoberta na China no final de 2019. As manifestações típicas de Covid-19 incluem febre, tosse seca, cefaleia e fadiga. Contudo, apresentações atípicas são cada vez mais relatadas. Estudos reconheceram as lesões orais como manifestações associadas ao Covid-19, sendo que as mais comuns são as ulcerativas, vesicobolhosas e maculares. A ocorrência de manifestações orais no Covid-19 parece ser subnotificada, principalmente devido à falta de exame bucal de pacientes com suspeita e/ou confirmação diagnóstica. O exame oral de todos os casos suspeitos e confirmados é fundamental para melhor compreensão e documentação das manifestações da cavidade oral relacionadas a Covid-19.

Manifestações orais relacionadas ao Covid-19

Com o crescente número de casos de Covid-19, vários relatos sobre lesões de cavidade oral têm sido publicados. Assim como nas lesões dermatológicas, a maioria dos trabalhos é de cartas ao editor ou de casos clínicos, portando de baica qualidade científica. Não há estudos que tenham apresentado lesões patognomônicas, mas a descrição das lesões de cavidade oral já descritas na literatura poderão auxiliar ou nortear os diagnósticos.

 

Lesões Ulcerativas:

                                                   

Lesões Vesicobolhosas e Maculares:

                                                   

Leia mais: https://pebmed.com.br/as-manifestacoes-orais-podem-nortear-o-diagnostico-de-covid-19-parte-1/

  

Cirurgiões-Dentistas são os menos contaminados pela Covid-19

O Conselho Federal de Odontologia (CFO) informa que Cirurgiões-Dentistas, Auxiliares e Técnicos em saúde bucal, representam o menor índice de contaminados entre os profissionais da saúde que estão na linha de frente contra a Covid-19; número de profissionais da Odontologia infectados também está abaixo da média nacional da população. A rápida atuação do CFO foi decisiva para esse cenário, em virtude da suspensão do atendimento eletivo na rede pública de saúde e do fortalecimento no rigor da biossegurança em procedimentos odontológicos.

O relatório nacional foi concedido pelo Ministério da Saúde, a pedido do CFO, para acompanhamento da evolução dos casos de contaminados com o vírus entre os profissionais da Odontologia. No total de pessoas infectadas no Brasil, 0,17% são Cirurgiões-Dentistas, o que representa 2.737 de profissionais contaminados, do total nacional de 1.603.055 pessoas infectadas. No caso de profissionais Auxiliares e Técnicos em Saúde Bucal o número é ainda menor, 0,12% de contaminados, do quantitativo de contaminados no Brasil – apenas 1.852 profissionais diagnosticados com Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, dos 169 óbitos de profissionais de saúde, registrados entre os meses de março a junho, no Brasil, 5 são Cirurgiões-Dentistas.

No âmbito da biossegurança em Odontologia, o trabalho do CFO conduziu a publicação de três atualizações com recomendações elaboradas em conjunto com a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Além de dois manuais lançados com o Instituto Latino Americano de Pesquisa e Ensino Odontológico (ILAPEO) e o International Team for Implantology (ITI): Manual de Boas Práticas em Biossegurança para Ambientes Odontológicos e Manual de Biossegurança e Desinfecção de Materiais de Moldagem e Moldes para Profissionais de Prótese Dentária. O conteúdo técnico incluiu, também, a elaboração de recomendações para consultórios clínicos e ambiente hospitalar, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

CLIQUE AQUI e confira o Relatório Covid-19 – Cirurgiões-Dentistas.

 

 

 

Prótese dentária: quem pode usar e quais são os principais tipos

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Perder um ou mais dentes pode ser traumático para algumas pessoas, mas com a evolução da odontologia, existem opções que englobam a estética, qualidade e durabilidade com implantes e próteses para atender aos mais diferentes tipos de casos.

As duas técnicas têm o mesmo objetivo, substituir dentes perdidos. Mas o implante é uma estrutura de titânio cirurgicamente introduzida na região do maxilar. Esse procedimento faz a substituição de raízes que foram perdidas com a extração ou a queda de dentes.

Já as próteses, que podem ser removíveis ou fixas, são estruturas cuja função é restabelecer a função mastigatória e estética e caracteriza pela parte visível do tratamento. As próteses podem estar fixadas em implantes, como é o caso da prótese protocolo, ou serem removíveis, como ocorre com a dentadura.

As indicações e especificações de cada tipo variam – por isso é tão importante buscar um profissional qualificado para indicar o que é melhor para o seu sorriso.

O tratamento reabilitador com implantes dentários vai muito além da reposição do dente perdido, e de um público específico. Qualquer paciente acima dos 18 que esteja insatisfeito com seu sorriso pode conversar com o odontologista sobre o assunto.

 

 

Saúde bucal influencia bem-estar emocional de idosos, mostra estudo

Gabriela CupaniDa Agência Einstein

07/03/2024 09h58

 

A saúde bucal afeta o estado nutricional e o bem-estar geral dos idosos, segundo um novo estudo japonês, conduzido por cientistas da Universidade Okayama.

Os pesquisadores ressaltam que uma boca saudável não significa apenas que ela esteja livre de doenças, mas que cause impacto também na saúde física e emocional dos mais velhos.

Segundo o estudo, a saúde oral tem um papel essencial no tipo de comida que a pessoa pode ingerir. Além da associação com o status nutricional, os autores observaram que, quanto pior a condição da boca, menor o bem-estar psicológico e até mesmo os relacionamentos.

"A má saúde bucal não apenas traz implicações na saúde em geral, mas também na estética facial, na sociabilidade, na ingestão de proteínas e nutrientes necessários para o fortalecimento do organismo. E o bem-estar está completamente associado a esses fatores", diz a cirurgiã dentista Letícia Bezinelli, coordenadora da graduação de odontologia, responsável pelo serviço de odontologia hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein.

Como o estudo foi feito

Os autores do estudo fizeram uma ampla avaliação de 218 voluntários, todos acima de 60 anos.

Além dos dados sobre a condição nutricional e o histórico médico, os pacientes preencheram um questionário sobre bem-estar, qualidade de vida e conexões sociais.

Depois, a saúde da boca foi examinada de forma completa —e não apenas levando em conta a ausência de doenças.

Eles pesquisaram características como número de dentes, força mastigatória, pressão exercida pela língua, carga de bactérias, habilidade de mastigação e deglutição, hidratação oral e habilidade de fala.

A falta de cuidado ao longo da vida pode levar ao surgimento de cáries e da doença periodontal. Os dois problemas podem ocasionar a perda dos dentes, o que nos idosos é especialmente debilitante.

Além disso, com a idade, é comum haver a redução na produção de saliva, o que causa o ressecamento da boca (xerostomia). Segundo Bezinelli, isso compromete a proteção dos dentes e da mucosa oral, facilitando a multiplicação de bactérias e a formação de cáries, inflamações e lesões.

Os mais velhos também podem desenvolver uma retração na gengiva, que deixa a raiz dos dentes exposta, além de alterações no paladar, que afeta a qualidade de vida e a própria nutrição e até pode causar o câncer bucal.

Boa saúde bucal e visita ao dentista

Para minimizar o risco desses problemas aparecerem, é preciso manter uma ótima higiene bucal, usar produtos de hidratação bucal e labial e cremes dentais de preferência sem lauril-sulfato de sódio —trata-se de um componente que pode causar a ardência nos mais velhos. Também é preciso cuidar muito da hidratação e manter uma alimentação saudável.

Segundo a cirurgiã dentista, as visitas periódicas ao dentista são essenciais tanto para prevenir doenças e evitar complicações quanto para detectar condições que possam comprometer a mastigação e a deglutição.

Já quando a pessoa deixa de comer por alterações no paladar, é preciso o apoio de uma equipe multiprofissional, capaz de avaliar a cavidade oral, além de dar orientação nutricional e médica para a reposição de nutrientes.

Os idosos também são muito suscetíveis à manifestação de infecções oportunistas causadas por fungos, bactérias e vírus, que podem aparecer como placas, úlceras e abcessos.

"Alguns problemas odontológicos podem até levar a doenças como a pneumonia. Há pacientes com pneumonias de repetição que não conseguem se curar porque não eliminaram os focos de infecção na boca", explica Bezinelli.

O impacto da vida moderna

Alguns hábitos da vida moderna podem provocar o envelhecimento precoce dos dentes. Um deles é o abuso de refrigerantes, por exemplo, que são carregados de açúcar e produtos químicos prejudiciais.

O bruxismo, muito associado ao estresse, provoca o desgaste dos dentes, fraturas, trincas e até a perda deles. Ele pode ser tratado com uso de placas, restaurações e ajustes de oclusão, além de controle da tensão.

 

O consumo de cigarros —tanto os convencionais quanto os eletrônicos—, além de causar danos à saúde em geral, aumenta o risco de inflamação gengival e doença periodontal. Tudo isso pode fazer com que o usuário perca dentes ainda jovem e ganhe um aspecto envelhecido.

 

 

Implantes dentários na terceira idade: os cuidados e benefícios

Um dos principais benefícios é a eliminação da necessidade de próteses móveis, que podem ser incômodas e causar desconforto

Implantes dentários na terceira idade Os cuidados e benefícios

O tratamento com implantes em pacientes idosos pode exigir cuidados especiais. Foto: divulgação

Na terceira idade, os cuidados com a saúde bucal são essenciais para garantir o bem-estar e a qualidade de vida. Os implantes dentários, nesse caso, surgem como uma das melhores opções para devolver dentes que sejam mais próximos do natural, proporcionando conforto e segurança aos idosos, como explicou o especialista em reabilitação oral e estética Dr. Ramon Benevides.

Um dos principais benefícios dos implantes é a eliminação da necessidade de próteses móveis, que podem ser incômodas e causar desconforto. Muitos idosos desejam livrar-se dessas peças, e os implantes oferecem uma solução permanente e eficaz.

Do ponto de vista funcional, as próteses móveis podem sobrecarregar os dentes existentes, levando a problemas como entortamento, quebra e perda dos mesmos. Com os implantes, a mordida é equilibrada e o sorriso completo, permitindo uma melhor alimentação, reduzindo problemas gástricos e melhorando a dicção.

É importante ressaltar que o tratamento com implantes em pacientes idosos pode exigir cuidados especiais, pois pode envolver um maior número de dentes e até mesmo a reabilitação da boca completa. Além disso, a quantidade de osso disponível pode ser reduzida com o passar dos anos, o que pode dificultar o processo em alguns casos.

Outro aspecto a considerar é o estado de saúde geral do paciente. Condições como hipertensão e diabetes podem interferir no tratamento odontológico, sendo necessário um acompanhamento mais detalhado e personalizado.

 

No entanto, os benefícios dos implantes vão além da função mastigatória. Os pacientes que optam por esse procedimento relatam maior confiança, autoestima elevada e uma sensação de bem-estar geral. “Ter um sorriso completo e uma mordida equilibrada contribui significativamente para a qualidade de vida na terceira idade, proporcionando não apenas conforto físico, mas também emocional”, explicou o dentista.

 

DENTISTA DESTACA A IMPORTÂNCIA DA HIGIENE BUCAL PARA A SAÚDE GERAL

Ele acredita que ao educar as pessoas sobre os benefícios da boa saúde oral, é possível promover uma melhor qualidade de vida

por Weslley Raphael

01/05/2024 - 15h15

GyTVSstiV9Q-WgvILua1f8PtxGKlb7qUAbKpUGKegcOrYASFIVJXpv21t90g1V2gIf43029jprjfG8I2F5ZsBflXfB3Ru1m-7_iJ7hBVyKIwhx1zicar_F3ycnbufDzVKtNJ9Ug3UzmCg7WPbNxjSUUDr. Weslley Raphael Silva Leal (CROMG-63.518), cirurgião-dentista de Patos de Minas, ressalta a importância da higiene bucal como um elemento crucial para a saúde geral do corpo. Em sua vasta experiência na área odontológica, Weslley  enfatiza que uma boa higiene oral não se limita apenas à estética dos dentes, mas desempenha um papel fundamental na prevenção de uma variedade de doenças e condições.

Segundo o doutor, a falta de cuidados adequados com a saúde bucal pode levar ao acúmulo de placa bacteriana, cáries, gengivite e até mesmo problemas mais graves, como doenças cardíacas e diabetes. Ele destaca a importância de escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia, usar fio dental diariamente e realizar visitas regulares ao dentista para exames preventivos e limpezas profissionais.

Além disso, Dr. Weslley enfatiza a relação entre a saúde bucal e a saúde sistêmica, destacando estudos que demonstram como infecções orais podem afetar outros órgãos do corpo. Ele incentiva seus pacientes a adotarem uma abordagem holística para o cuidado com a saúde, reconhecendo que a saúde bucal é parte integrante do bem-estar geral.

Como parte de sua missão de conscientização, o cirurgião realiza palestras e campanhas educativas em escolas, empresas e comunidades locais, destacando a importância de hábitos saudáveis de higiene bucal desde a infância até a idade adulta. Ele acredita que ao educar as pessoas sobre os benefícios da boa saúde oral, é possível promover uma melhor qualidade de vida e reduzir o impacto de doenças bucais evitáveis.

Em suma, Dr. Weslley Raphael Silva Leal enfatiza que a higiene bucal não deve ser negligenciada em nenhum momento da vida. Ele encoraja a todos a adotarem práticas diárias de cuidados com os dentes e a buscar orientação profissional para garantir uma saúde bucal ótima e, por consequência, uma vida mais saudável e feliz.

 

Usuários de próteses dentárias removíveis têm mastigação e qualidade de vida prejudicadas

Apesar da importância para quem não pode realizar outros tratamentos, essas próteses resultam em menor qualidade da saúde bucal e limitações na função mandibular; estudo reforça necessidade da preservação dos dentes​

  06/04/2023 - Publicado há 1 ano     Atualizado: 15/06/2023 as 13:01

Por Julia Custódio*

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Usuários de próteses dentárias removíveis têm mastigação e qualidade de vida prejudicadas

Apesar da importância para quem não pode realizar outros tratamentos, essas próteses resultam em menor qualidade da saúde bucal e limitações na função mandibular; estudo reforça necessidade da preservação dos dentes

  06/04/2023 - Publicado há 1 ano     Atualizado: 15/06/2023 as 13:01

Texto: Julia Custódio

Arte: Joyce Tenório

Pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP estudaram os impactos de próteses dentárias removíveis na qualidade de vida, na eficiência mastigatória e na limitação da função mandibular dos pacientes. Os resultados dos testes objetivos e subjetivos apontam para uma menor qualidade da saúde bucal e para a importância da preservação da estrutura dentária ao longo dos anos.

O estudo, que começou como projeto de extensão na FOB, foi publicado no The Journal of Prosthetic Dentistry e analisou os fatores da qualidade de vida bucal em pacientes com próteses removíveis totais (totalmente sem dentes) e próteses removíveis parciais (parcialmente desdentados). No caso das próteses totais removíveis, elas possuem um papel social importante, já que são de menor custo do que outras opções de tratamento para pacientes sem os arcos dentários, como próteses sobre implantes, próteses retidas por implantes e próteses totais. 

“Por muito tempo os dados sobre reabilitação com próteses removíveis foram empíricos. Nós não sabíamos o quanto isso poderia melhorar a qualidade de vida e impactar na eficiência mastigatória, por isso foi importante trazer dados mais quantitativos”, diz Carolina Yoshi Campos Sugio, doutoranda em Reabilitação Oral, em entrevista ao Jornal da USP.

 

Impacto no cenário social

No Brasil, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 33% da população brasileira usava algum tipo de prótese dentária. Dentro desse recorte, 72% da população acima de 60 anos usa algum dispositivo. “As próteses removíveis têm um papel importante no cenário social e na reabilitação oral dos pacientes brasileiros, porque elas têm um custo menor, ou por algum fator anatômico do paciente, como falta de ossos”, destaca Carolina Sugio.

Por causa da importância dessas próteses no contexto brasileiro, a metodologia do estudo foi voltada para a percepção dos pacientes quanto à qualidade de vida. Linda Wang, professora do Departamento de Dentística da FOB, explica que na reabilitação oral é importante “dar o atendimento dentro de cada possibilidade, sabendo que o que queremos gerar é qualidade de vida. E mais do que isso, esse trabalho mostra o quanto envolvemos o paciente na análise para reportar o quanto os métodos funcionam para ele, de forma a unir técnica profissional com o dia a dia do paciente.”

Para analisar os aspectos das próteses removíveis, os pesquisadores aplicaram três testes. O questionário OHIP-14 avaliou, de acordo com a percepção do paciente, a qualidade de vida em relação a desconfortos e à realização de atividades diárias; o questionário JFLS-20 mediu a limitação da função mandibular para sorrir, falar, mastigar, abrir a boca, entre outros. Por fim, foi aplicado um teste objetivo para avaliar a eficiência com que os pacientes mastigaram dois chicletes, sendo analisado por software o quanto dos chicletes foram misturados.

 

Para obter uniformidade nos resultados, o estudo forneceu o mesmo tipo de dispositivo aos participantes. Victor Mosquim, doutorando em Dentística pela FOB, ressalta que os voluntários do estudo já usavam próteses anteriormente, logo, a troca por uma nova não alterou tanto a qualidade de vida relacionada à saúde bucal e, por isso, o impacto da mudança não foi grande, apesar de existente. A limitação da função mandibular foi maior para usuários com as próteses do que para os indivíduos dentados. Em relação à função mastigatória, “as pessoas que foram reabilitadas com qualquer um dos tipos de prótese não tiveram a mesma eficiência mastigatória que o grupo controle, que eram pessoas que tinham todos os dentes na boca”, diz o pesquisador.

 

Em comparação entre as próteses removíveis, a reabilitação parcial proporcionou uma condição melhor do que a reabilitação total.

“A principal evidência do estudo é que essas próteses, por mais adequadas que estejam, ainda não substituem os dentes naturais. Então, temos que nos manter focados na preservação da estrutura dentária ao longo da vida.”

Os pesquisadores também chamam a atenção para a qualidade de vida de pacientes de baixa renda, que talvez não consigam ser recapacitados com prótese sobre implantes e podem apresentar algum tipo de limitação da mastigação, mesmo após a reabilitação com próteses removíveis. Por isso, para estes pacientes, a manutenção dos dentes ao longo da vida é ainda mais importante.

“O impacto da pesquisa é o benefício direto à sociedade. Eu acho que esse estudo trabalha dentro da realidade brasileira e das demandas do nosso País, para poder preservar a saúde bucal, o que leva a menores custos na saúde dos pacientes”, conclui Linda Wang.

 

A pesquisa é resultado de uma ação continuada de extensão e ensino do Programa de Educação Tutorial, o PET, iniciativa do governo federal.

 

A importância da higiene bucal na saúde da população

De acordo com um estudo conduzido pelo IBGE, constatou-se que 89% dos brasileiros higienizam a boca menos de duas vezes ao dia, e apenas 53% utilizam fio dental ao escovar os dentes

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O papel desempenhado pelos dentistas transcende a simples manutenção da saúde bucal; sua influência estende-se ao bem-estar geral do corpo. Surpreendentemente, esses profissionais têm a habilidade não apenas de zelar pelos dentes, mas também de identificar condições sistêmicas, como diabetes, por meio de sintomas detectáveis na saúde bucal. No entanto, persistem muitos mitos e receios associados a esses especialistas, impedindo que a população adote uma rotina ideal de cuidados, tanto no consultório quanto em casa, muitas vezes por falta de educação sobre práticas adequadas.


De acordo com um estudo conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constatou-se que 89% dos brasileiros higienizam a boca menos de duas vezes ao dia, e apenas 53% utilizam fio dental ao escovar os dentes. Esses dados são alarmantes, especialmente considerando que cáries afetam 60% das crianças até cinco anos e aumentam para 70% aos 12 anos. Para jovens de 15 a 19 anos, esse número salta para preocupantes 90%. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que as doenças bucais afetam cerca de 3,5 bilhões de pessoas globalmente, com as cáries liderando com aproximadamente dois bilhões de casos graves, seguida pela periodontite com cerca de um milhão de casos e edentulismo com 350 milhões de casos em um ano.

 

 

 

A última geração dos implantes dentários

Avanços tornaram o procedimento mais rápido, certeiro e acessível. Na onda da personalização, conheça as promessas e os cuidados para reconstruir o sorriso

Por Chloé Pinheiro

Atualizado em 24 jun 2021, 10h43 - Publicado em 23 jun 2021, 12h41

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Implantes se modernizaram, mas exigem cuidados para durar. (Ilustração: Jonatan Sarmento/SAÚDE é Vital)

 

A repórter que vos escreve sabe bem a falta que um dente faz. Logo cedo, descobri ser portadora de agenesia dental, o jeito técnico de dizer que nasci destinada a não ter um dos integrantes da arcada dentária. Um implante resolveria a malformação, mas só poderia ser feito depois do 18º aniversário, quando terminasse o crescimento dos ossos da face. Foram anos de próteses móveis, aparelho ortodôntico para abrir espaço ao futuro procedimento e um certo grau de bullying na escola — os colegas iam trocando a dentição de leite e minha janelinha seguia aberta.

Quando atingi a maturidade, enfim, me submeti à instalação do “novo dente”. A vida mudou, ao menos por um tempo. Poucos anos depois, o parafuso que dá guarida ao implante infeccionou por falta de cuidados e teve que ser retirado. Coloquei uma prótese fixada nas laterais dos dentes vizinhos, com um especialista escolhido a dedo, mas sonho com um novo implante — conheço na prática seus predicados.

 

Como desdentada, não estou sozinha. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 39 milhões de pessoas usam prótese no país e 16 milhões já perderam todos os dentes. A agenesia não é a causa mais comum. Na maior parte dos casos, o problema é a falta de atenção com a saúde bucal mesmo. Começa com uma cárie ou uma gengivite, que vai passando despercebida (ou nem tanto) por anos, até que o problema afeta as estruturas mais profundas, incluindo a raiz que une o dente ao osso. “Valorizamos muito o sorriso, mas não o dentista. São raras as pessoas que frequentam esse profissional como deveriam”, analisa Gustavo Issas, membro da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD) e diretor da clínica Personal Odontologia, em São Paulo. Quando um comprometimento é ignorado a ponto de virar incorrigível, o dente cai ou precisa ser arrancado.

Isso posto, dá para entender por que somos um dos principais mercados de implantes dentários do mundo. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), em 2019 foram comercializados 2,7 milhões de implantes no país. A expansão do acesso também traz seus dilemas. “Algumas empresas acabam priorizando lucro em detrimento de boa indicação, planejamento e profissionais treinados”, avisa o odontologista Marcelo Romano, professor da Universidade de São Paulo (USP). Separar o joio do trigo pode ser complicado — mas nada que estar munido de boas informações não possa corrigir.

Os implantes surgiram no final dos anos 1960, quando estudos liderados por Per-Ingvar Brånemark, um ortopedista sueco, culminaram no advento da osseointegração. “Testando parafusos para cirurgias de coluna, ele descobriu que um dos materiais, o titânio, se unia ao osso de maneira que não soltava depois”, conta a odontologista Andréa Cândido dos Reis, professora e pesquisadora da USP de Ribeirão Preto. Com o achado, seria mais viável substituir estruturas que faltam no corpo, entre elas os dentes.

No início, usavam-se parafusos maiores, que exigiam um arcabouço ósseo robusto. Isso limitava a aplicação da técnica porque, quando o dente é perdido, o osso que o segura tende a ir embora junto. Os parafusos foram diminuindo até demais, a ponto de caírem por não fixarem bem. “Não entendíamos direito como funcionava essa integração, mas agora podemos dizer que essa é uma das áreas em que houve mais avanços”, destaca Andréa, uma das criadoras de um mini-implante de 2 milímetros de comprimento, que dispensa o enxerto ósseo e também atua como broca, o que torna o procedimento todo menos invasivo.

Hoje, a tendência é ter parafusos ainda mais amigáveis ao osso. No final de 2019, chegou ao mercado a Plenum, uma empresa com ares de Vale do Silício, que imprime a peça com titânio em pó. E que diferença isso faz? “Conseguimos tornar a superfície mais rugosa, com uma geometria que se assemelha ao osso, então as células-tronco em circulação que passam por ali aderem ao material mais facilmente, estimulando a formação óssea”, relata o odontologista Alberto Blay, CEO da empresa. Outra vantagem são alterações que facilitam o travamento do implante.

Explicamos: logo que o dentista rosqueia o parafuso na boca do paciente, ele já deve apresentar alguma firmeza. Quando a ancoragem não ocorre como deveria, há risco de problemas. Por outro lado, quando é bem sucedida, dá para aplicar na mesma operação a prótese definitiva, ou poucos dias depois. É a chamada carga imediata, que faz sucesso porque, na técnica mais convencional, é preciso aguardar alguns meses entre a colocação do pino e a do dente. “Ela é muito desejada, mas é complicado garantir ao paciente que será realizada antes da operação em si, porque depende muito dessa capacidade de estabilização primária”, esclarece Romano.

A fixação não está atrelada apenas ao parafuso, mas também à saúde bucal do indivíduo. “Mesmo se os exames pré-operatórios apontarem que ele tem o volume de osso necessário, a qualidade pode não ser o suficiente, mas isso só vemos no momento da intervenção”, explica a cirurgiã-dentista Fernanda Oliani Marur, da Oral Sin, uma das principais redes de franquia de implantes do país — a marca realiza 30 mil cirurgias por mês.

Mesmo quando a prótese rápida não é viável, sacadas como a da Plenum aceleram o tratamento. “Entre as mudanças, o material se torna mais hidrofílico, isto é, atraente para a água, o que traz sangue para o local”, destaca Romano. Com mais circulação, chegam também as células que promovem cicatrização e crescimento dos tecidos. Assim, se antes era preciso esperar meses para instalar a prótese definitiva, hoje tudo pode ser feito em menos de 30 dias.

Além da rapidez, entender as particularidades de cada boca é outro grande insight. E está mais democrático o acesso ao planejamento virtual da cirurgia. “Com tomografias e outros exames, conseguimos escanear a boca do paciente para identificar o melhor lugar e ângulo para a inserção do parafuso, reduzindo cortes, sangramentos e o uso de anestésicos. Assim, a cirurgia fica menos traumática”, explica Fernanda.

 

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A tendência na implantodontia é realmente mais personalização. “A impressão 3D torna possível, por exemplo, escanear o tecido do paciente para criar um implante mais adequado a ele”, cita Andréa, que vê essa área da odontologia cada vez mais precisa e high-tech. “Por meio da física quântica, podemos cortar a superfície do material de modo a repelir a adesão de bactérias e atrair mais células ósseas ao local”, revela. Sim, o futuro também passa por mais segurança.

Do futuro para o presente, novas soluções já são apresentadas àquelas pessoas que precisam realizar um enxerto para repor o osso perdido antes de instalar o implante em si. Em geral, isso é feito inserindo nas lacunas do tecido um preparado de grânulos de hidroxiapatita, mineral à base de cálcio de origem animal, humana ou sintética. Recentemente, porém, chegou ao mercado o Osstion, material desenvolvido por cientistas brasileiros com uma proposta diferente. Trata-se de um biopolímero totalmente reabsorvível, construído para estimular o corpo a produzir seu próprio osso.

“Nosso composto sinaliza ao organismo que naquele local as células devem formar tecido ósseo, e contém apenas 30% de mineral, para dar um pontapé inicial no processo”, explica André Helmeister, CEO da Bioactive, fabricante da novidade. Entre as vantagens, a regeneração é mais rápida, em três meses (ante seis do modelo tradicional), e o manuseio, mais simples e seguro. “Atualmente, o dentista recebe o enxerto em pó e precisa fazer uma mistura com um líquido, enquanto nosso produto já vem em pasta numa seringa, pronto para ser aplicado, o que diminui o risco de contaminação”, destaca Helmeister. O procedimento dura 20 minutos. Já o enxerto tradicional leva até três horas.

A Plenum também avança nas pesquisas nesse departamento. Atualmente, a empresa busca a aprovação de um bloco de biocerâmica impresso em 3D para restabelecer o volume ósseo perdido. Seria um enxerto 2.0, impresso sob medida. “Uma vez aprovado o bloco-padrão na Anvisa, será possível comercializar peças individuais e produzi-las em larga escala”, diz Blay, que vislumbra uma era em que raciocínios e tecnologias semelhantes serão expandidos a próteses de joelho, quadril etc.

Na hora de escolher

O fato é que, entre versões mais convencionais e as de última geração, existem dezenas de tipos de parafusos, próteses e técnicas para fazer implantes. Em meio a tantas novidades e campanhas de marketing agressivas, não é fácil distinguir nomes bonitos de métodos realmente eficazes. Assim, a primeira orientação diz respeito à própria indicação do implante: desconfie de profissionais que recomendam trocar sem pestanejar qualquer dente original antes de uma avaliação minuciosa. “É sempre melhor preservar o dente do paciente, e há diversos jeitos de fazer isso, mas vemos hoje casos de extração sem necessidade que beiram a mutilação”, alerta Romano.

Preços muito baixos em relação à média do mercado também devem chamar a atenção, pois podem indicar materiais piores ou uso de mão de obra menos qualificada. “O paciente costuma chegar com o orçamento para negociar, mas se esquece de perguntar há quanto tempo a clínica está em atividade, que materiais usa e se os dentistas têm especialização em implante”, nota Fernanda. “O que custa mais é o profissional, já que uma boa formação na área leva anos para ser concluída”, pontua Issas. Por fim, de nada adianta pagar caro e não cuidar bem do investimento, ignorando a higiene e a manutenção. A repórter que o diga.

Para durar, é preciso cuidar

Um implante bem-feito pode ser facilmente esquecido pelo usuário, mas não deveria. Veja como mantê-lo firme e forte:

Higiene especial: Os cuidados são os mesmos: escovação e uso do fio dental. Dependendo do grau de retração da gengiva ou da prótese, é necessário lançar mão de escovinhas e uma espécie de agulha para guiar o fio.

Atenção ao bruxismo: O ato de apertar as gengivas à noite gera uma tensão que pode desestabilizar e até fraturar o parafuso. O ideal nesse caso é usar uma placa de contenção que relaxa a musculatura local.

Visitas ao dentista: A recomendação geral é ir duas vezes ao ano ao profissional. Quem tem implantes pode precisar de consultas de acompanhamento a cada três ou quatro meses, que vão se espaçando com o tempo.

Cinco motivos para considerar um implante

As vantagens não se resumem à estética:

Aparência e confiança: Os buracos no sorriso derrubam a autoestima e trazem insegurança na hora de namorar, trabalhar e interagir com amigos.

Falar mais e melhor: Uma pesquisa da Edelman Insights de 2018 mostra que 41% das pessoas que perderam um ou mais dentes têm dificuldades de pronúncia.

Mastigação garantida: Mesmo com outros tipos de prótese, a biomecânica da mastigação é afetada, pois é preciso evitar usar as partes frágeis da arcada.

Maior resistência: Se bem cuidado, o implante pode durar décadas e até a vida toda. As alternativas a ele costumam sobreviver poucos anos.

Encaixe perfeito: Quem usa pontes removíveis e dentaduras sabe bem como elas são trabalhosas e desconfortáveis. O implante é imperceptível.

As novas tecnologias do setor

Graças a elas, o procedimento está mais ágil e menos invasivo:

Regeneração óssea: Os novos enxertos estimulam as células-tronco em circulação a regenerarem o osso. Isso melhora a integração do parafuso que segura o implante.

Parafuso de cerâmica: O material é mais discreto (quando a gengiva está muito retraída, o titânio pode deixar uma sombra), mas pode falhar no quesito biomecânica.

Carga imediata: Com parafusos melhores, ela ficou mais fácil, mas nem sempre é indicada. Desconfie de quem promete o implante instantâneo logo de cara.

Implante curto: Os parafusos menores, para espaços apertados, funcionam melhor nos idosos, por causa de características fisiológicas. Dispensam o enxerto ósseo.

Superfície inteligente: Tecnologias como a impressão 3D permitem manipular o material do pino em escala nanométrica, tornando a estrutura mais amigável para o osso.

Quando a troca não é possível

A maioria das pessoas pode se submeter ao procedimento, mas há contraindicações. Além de crianças e adolescentes, são elas: presença de diabetes ou outras doenças crônicas descompensadas e tabagismo. Nessas situações, a solução é se valer das próteses de cerâmica fixadas nos dentes vizinhos. Dão um pouco mais de trabalho, mas restauram boa parte da capacidade de mastigação e o sorriso.

Do buraco ao implante

Em um país com milhões de desdentados, acesso ainda é problema, apesar de até a rede pública oferecer…

No SUS: Em teoria, o implante é fornecido na rede pública.  Mas um levantamento realizado em 2016 aponta que somente 30 mil foram realizados entre 2011 e 2014.

A terceira idade: Quatro em cada dez brasileiros acima dos 60 anos já perdeu todos os dentes da boca, aponta o IBGE. É preciso redobrar os cuidados ao envelhecer.

Taxa de sucesso: O implante dá certo em até 98% das vezes, desde que seja bem executado. Mesmo se tiver algum problema, é possível refazer o procedimento.

 

 

13/05/2024 às 14h21min - Atualizada em 13/05/2024 às 15h00min

Pesquisadores da Unisa realizam estudo sobre o efeito do tabagismo em implantes dentários

O estudo conclui que a falta de manutenção e de orientação de como limpar implantes de forma adequada pode promover a perda de implantes em fumantes; o tabagismo mata 8 milhões de pessoas por ano; 

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Divulgação/Unisa

A pesquisa liderada pelo professor do programa de mestrado e doutorado da Universidade Santo Amaro (Unisa), Caio Vinícius Gonçalves Roman-Torres, e conduzida pelos alunos de Pós-Graduação em Odontologia, avaliou a influência do tabagismo em implantes dentários. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu em 31 de maio o Dia Mundial Sem Tabaco, cujo objetivo é conscientizar a população de seus malefícios. 

A análise ‘Reabilitação com implantes dentários em pacientes fumantes’ da Unisa, acompanhou por cinco anos a influência do tabaco em tabagistas com implante dentário. Participaram do estudo os alunos de Pós-Graduação da Unisa, Edson Gracia Neto e Fernanda Pasquinelli sob coordenação dos Professores Caio Roman-Torres e Débora Pallos. A pesquisa teve, ainda, o apoio dos estudantes de Pós-Graduação em Odontologia e do departamento de Estomatologia, Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

De acordo com o professor Caio, a pesquisa aponta que o tabaco pode causar alterações nos tecidos ao redor de implantes “Observamos uma redução do fluxo sanguíneo, na resposta inflamatória e imunológica, na cicatrização tecidual, modificação na composição da placa bacteriana, aumento da profundidade da bolsa e maior perda de tecido na inserção dos implantes”, detalha Roman-Torres.  

A amostra contou com 70 pacientes fumantes, que realizaram implantes entre 2014 e 2015. Durante o período de cinco anos, o grupo foi acompanhado e realizou exames clínicos e radiográficos. A análise indicou a presença de placa bacteriana em 54,7% dos implantes, ou seja, mais da metade dos implantes avaliados não estavam sendo limpos adequadamente e com isso observamos uma maior perda óssea nesses locais decorrente da presença da placa bacteriana.  

O acúmulo constante de placa bacteriana e a falta de manutenção (muitos pacientes acham que implantes não precisam ser limpos) são os principais vilões para todos, mas quando adicionamos o tabagismo na vida dos pacientes tudo fica muito pior. O efeito do hábito de fumar é por muitas vezes decisivo nos sinais e sintomas de doença ao redor dos implantes e quase sempre passa despercebido pelos pacientes, que quando procuram tratamento já estão com doença instalada e a perda do implante é inevitável.  

Várias outras lesões podem ser encontradas na cavidade bucal de indivíduos fumantes como a leucoplasia e a eritroplasia. A cavidade bucal está em contato íntimo com o tabaco e, portanto, durante a combustão, há liberação de subprodutos que levam ao ressecamento da mucosa, aumentando assim a camada de queratina, o que facilita a ação de outros elementos carcinógenos. A agressividade acontece em função da liberação de substâncias cancerígenas aliadas às altas temperaturas. O tabaco para mascar também propicia o aparecimento de doenças em cavidade bucal, pois resíduos podem ficar acumulados entre a língua e a bochecha, e, assim, há maior tempo de contato entre essas substâncias e a mucosa. 

Estudos epidemiológicos têm mostrado que a gravidade de diversas doenças aumenta quanto maior for a frequência do consumo de fumo. No que diz respeito à doença periodontal, alguns autores relatam que a perda de inserção, formação de bolsas periodontais assim como perda óssea alveolar são os achados mais recorrentes. Tanto a gengivite como a doença periodontal são consequências do processo inflamatório dos tecidos que promovem a sustentação dentária e o sangramento gengival pode evoluir para casos de mobilidade e até perda dental.

 

A Importância da ortodontia para a saúde bucal na terceira idade

Descubra como um sorriso alinhado pode transformar sua qualidade de vida na maturidade

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À medida que envelhecemos, é natural enfrentar desafios em relação à saúde bucal. Problemas como apinhamento dental, perda de dentes e rugas ao redor da boca podem se tornar mais evidentes com o passar dos anos. No entanto, muitos idosos não sabem que a ortodontia pode ser uma aliada poderosa para enfrentar esses desafios e ter um salto significativamente de qualidade de vida.

 

A Dra. Edvânia Azevedo, renomada ortodontista com vasta experiência em tratamentos ortodônticos e Invisalign, destaca a importância da ortodontia como um componente fundamental da saúde bucal na maturidade.

 

"Muitas pessoas associam a ortodontia apenas à correção de dentes desalinhados em adolescentes, mas cada ano que passa estamos vivendo mais, e mais do que nunca ela desempenha um papel igualmente crucial na vida das pessoas na terceira idade."

 

Apinhamento dental e a primeira ruga da boca

 

O apinhamento dental, ou o desalinhamento dos dentes inferiores, é frequentemente referido como a "primeira ruga da boca". Com o tempo, esse problema pode se agravar, resultando em complicações adicionais, como dificuldades na mastigação e problemas periodontais.

 

A correção do apinhamento dental é fundamental para promover um sorriso saudável e esteticamente agradável na terceira idade, além de ajudar no rejuvenescimento do sorriso. Isso porque à medida que os dentes se alinham, os músculos faciais são reposicionados, o que pode suavizar as rugas ao redor da boca.

 

"Mesmo ajudando muito na estética, o apinhamento dental não se resume a isso. Ele afeta a funcionalidade dos dentes, podendo ocasionar problemas gengivais e periodontais. Corrigir essa condição é um passo importante para manter a saúde bucal. Principalmente para quem deseja realizar um implante."

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Ortodontia preparando o terreno para Implantes dentários

 

Os implantes dentários são uma solução rápida e eficaz para substituir dentes faltantes, mas a base para um implante bem-sucedido é uma estrutura bucal adequada. A ortodontia desempenha um papel crucial na criação dessa base, garantindo que os dentes estejam alinhados de maneira apropriada e que o osso esteja em condições ideais para receber o implante.

 

"Um tratamento ortodôntico bem-sucedido pode facilitar a colocação de implantes dentários, melhorando a estabilidade e a longevidade dessas próteses. Isso é especialmente importante para os idosos que desejam desfrutar de uma mastigação eficiente e de um sorriso confiante", explica a Dra. Edvânia Azevedo.

 

Portanto, se você é um idoso que enfrenta desafios em relação à sua saúde bucal, considere a ortodontia como uma aliada poderosa para alcançar o sorriso que você merece. Afinal, a terceira idade merece um motivo a mais para sorrir.

 

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